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Águas de Santa Bárbara é um município brasileiro, localizado no interior do estado de São Paulo. É um dos 11 municípios paulistas considerados estâncias hidrominerais pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Hidromineral, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.

Possui uma área territorial de 408 km2. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Censo 2010), sua população é de 5.598 habitantes.

História: Vindos de Minas Gerais, Francisco Dias Baptista e Pedro Dias Baptista, filhos do conhecido Capitão Apiaí (Ignácio Dias Baptista), fundaram em 20 de abril de 1868 a vila de São Domingos as margens do rio Pardo, o que posteriormente originou o nome na cidade de Santa Bárbara do Rio Pardo. Em 3 de abril de 1876 passou de Distrito a Município, e em 1 de julho de 1978 o nome foi alterado para Águas de Santa Bárbara, hoje Estância Hidromineral. Suas águas são indicadas principalmente para o tratamento de doenças de pele. Clima ótimo e muito tranqüila com recantos agradáveis é muito procurada para o descanso. Hotéis, pousadas, balneário, piscinas de água mineral, cachoeiras e outros passeios são mais motivos para a fama da cidade.

Em 1866 a primavera ainda tinha jeito de primavera. As temperaturas amenas e as chuvas menos intensas que no verão deixavam o clima mais propício para uma viagem longa. As três carroças e os cinco burros estavam prontos, carregados com mantimentos, munições, armas e ferramentas para atender às necessidades dos 26 adultos e 12 crianças que estavam de partida.

A pequena cidade mineira de Carmo do Rio Claro foi ficando para trás. José Marques do Valle era o chefe da comitiva, composta pelo seu filho, Mizael Marques do Valle, os irmãos Salustiano Bernardino de Souza e Carlos Bernardino, suas esposas, filhos, escravos e serviçais.

Na mesma proporção do ânimo que impulsionava tais aventureiros em busca de novas terras, as dificuldades foram se apresentando uma a uma durante a caminhada. Depois de três meses de viagem, uma jararaca tirou a vida de Anastácia, uma escrava cozinheira. Já em território paulista, Josias, que lhes servia de guia, morreu ao cair numa pirambeira. Em seguida, quando o grupo passava próximo a Araraquara, Mizael contraiu uma forte febre. Com ervas do mato, a cura veio através das mãos de Ezequias, escravo da família.

Uma semana depois de a comitiva ter partido de Minas Gerais, dois filhos de um dos maiores exploradores do interior de São Paulo também rumaram em direção ao sertão paulista.

Ignácio Dias Batista, conhecido como Capitão Apiahy, era de origem portuguesa e sua família estava instalada ao sul do Estado mineiro. Escravocrata, possuía grandes extensões de terra e explorava ouro.

Para se ter ideia do seu poder na época, em 1835 ele fundou a Fazenda Rio Claro que hoje é o centro de Botucatu, importante cidade paulista com quase 130 mil habitantes.

Em janeiro de 1867 a comitiva de Marques do Valle estava próxima a Botucatu quando se encontrou com os filhos do capitão, Pedro Dias Batista e Francisco Dias Batista, acompanhados por mais 16 pessoas.

Depois de armarem o acampamento juntos, os dois grupos esperaram pelas informações de dois batedores. Eles asseguraram que às margens do Rio Pardo as terras eram boas. Um dia depois, todos seguiram viagem.

A nova caravana chegou finalmente ao município de Agudos. Nascia ali a Paróquia São Domingos do Tupã, que ficava próxima ao distrito de Domélia. O Distrito de São Domingos foi criado no dia 2 de abril de 1868.

Santa Bárbara

Entre armas, mantimentos e ferramentas, um artigo era precioso na bagagem da família Marques do Valle. Era uma escultura em madeira, em estilo barroco, de Santa Bárbara. A imagem foi comprada pela esposa de José Marques em Ouro Fino, Minas Gerais. Todos eram seus devotos e pediam-lhe proteção.

Dezoito dias depois da fundação oficial do Distrito de São Domingos, as famílias se reuniram em volta da imagem para rezar e cantar. A partir daí teve início o povoado de Santa Bárbara do Rio Pardo. Três meses depois a sede de São Domingos foi transferida para as margens do Rio Pardo. As terras foram doadas por diversos moradores do local, incluindo o Capitão Apiahy. Em 1876 o distrito foi elevado a município, mas mantinha ainda o nome antigo.

Desde o início da colonização, as propriedades terapêuticas da água encontrada na cidade chamavam a atenção. O “poço quente”, onde hoje está o balneário municipal, já era procurado para a cura de diversas enfermidades. O reconhecimento veio em 1945, quando o interventor federal Fernando Costa assinou um decreto que atribuía ao município o título de Estância Hidromineral.

O nome Águas de Santa Bárbara só foi oficializado 33 anos depois, no dia 1 de junho de 1978 e reuniu em uma única expressão todas as principais características da cidade: a devoção à santa, a água que brota do seu solo – que chegou a ser considerada milagrosa – e os importantes rios que cortam seu território.

 

 

 

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