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Alumínio
é
um
município brasileiro do
estado de São Paulo.
Localiza-se a uma latitude 23º32'06" sul e a
uma longitude 47º15'43" oeste, estando a uma altitude de 790 metros. Com
base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -
Censo 2010, sua população estimada era de 16.839 habitantes. Possui uma área
territorial de 83,808 km2.
O clima de
alumínio é considerado subtropical Cfb, com média em torno de 18 °C, sendo o
mês mais quente fevereiro, média de 22 °C e o mais frio julho, média de
14 °C, o índice pluviométrico anual gira em torno de 1400mm.
História:
A história do
Município de Alumínio iniciou por ocasião da construção da Cia. Sorocabana
de Estrada de Ferro e quando o Cel. Antônio Proost Rodovalho ao tomar
conhecimento das reservas de calcário existentes, adquiriu terras nas
proximidades do município de São Roque, dando a elas o nome de Fazenda Santo
Antônio. Ao comprar a fazenda surgiu a primeira iniciativa para a fabricação
de aglomerantes hidráulicos e as primeiras providências para a instalação de
uma fábrica de cimento. Assim, após a construção de um prédio em 1892,
deu-se início à fabricação do cimento “Rodovalho’’.
Após a construção da Estrada de
Ferro Sorocabana (hoje Ferroban), foi necessário a construção de uma estação
ferroviária para escoamento da produção de cimento. Concluída em 10 de julho
de 1895, esta estação é aberta ao tráfego e recebe o nome de Estação
Rodovalho, em homenagem ao proprietário da Fábrica de cimento.
Em 1921, por motivos
desconhecidos a fábrica é fechada e em seguida vendida para o imigrante
português, Antônio Pereira Ignácio que continuou com a fabricação de
cimento. Como a indústria de cimento dava bons resultados, em 1935, Antônio
Pereira Ignácio, resolveu construir uma grande fábrica de cimento no bairro
de Santa Helena, em Votorantim. Com a inauguração dessa fábrica em 1936, o
cimento passou a chamar “Cimento Votoran”, prevalecendo com este nome até os
dias atuais. Nessa época a fazenda que chamava Fazenda Santo Antônio, passou
a bairro do Município de Mairinque e a chamar Rodovalho. Portanto, em
Rodovalho ficou somente a indústria de cal hidráulica, olarias, extração de
pedras e a exploração de lenha para suprir as necessidade da empresa que
continuava sendo administrada, também por Pereira Ignácio. Este, diante de
sua visão empreendedora e já formada a Sociedade Anônima Votorantim , em
1941, iniciou a montagem, no local, da fábrica de alumínio com a perspectiva
de exploração do minério da bauxita, para a produção de alumínio.
Antônio Pereira Ignácio,
juntamente com seu genro, José Ermírio de Moraes iniciou as atividades da
nova fábrica, dando-lhe o nome de Cia. Brasileira de Alumínio (C.B.A), que
teve sua inauguração em 04 de junho de 1955, empresa hoje conhecida
mundialmente. Com a instalação da C.B.A, o bairro passou a chamar Alumínio,
assim como a Estação Ferroviária. Entretanto, continuou a pertencer ao
Município de Mairinque.
Após anos de luta e expectativa,
o populoso bairro é elevado à categoria de Distrito da cidade de Mairinque
pela Lei Estadual nº 2.343, de 14 de maio de 1980, aprovada pela Assembléia
Estadual e promulgada pelo Governador Paulo Salim Maluf, dando assim o
primeiro passo para sua emancipação. Com a elevação à distrito de Mairinque
o bairro recebeu a demarcação territorial, estabelecendo suas divisas entre
os Municípios de Mairinque, Sorocaba, Votorantin e Ibiúna.
Com uma população de 13.500
habitantes, na ocasião da elevação a distrito, Alumínio já era praticamente
uma cidade e continuava como esteio de todo seu desenvolvimento a Cia
Brasileira de Alumínio. O Distrito já tinha como ponto alto a Educação e
nesta parte não podemos deixar de mencionar o nome do Eng. Antônio de Castro
Figueirôa que, não obstante ocupar o cargo de diretor da C.B.A., deu o
máximo de si em prol da educação, da formação do povo aluminense e de sua
emancipação.
Após 4 anos de elevação à
distrito, Alumínio iniciou a batalha por sua emancipação. Com várias
condições favoráveis, entre elas: cinco vereadores aluminenses na Câmara
Municipal de Mairinque, como o atual prefeito, José Aparecida Tisêo; número
de habitantes superior a 10 mil; eleitorado superior a 10% do total de
habitantes e renda mínima suficiente.
Em julho de 1983 uma primeira
comissão Pró-Emancipação do Distrito de Mairinque foi formada com o objetivo
de transformar o então Distrito, em município. Essa comissão era formada
pelos seguintes moradores: Antônio de Castro Figueirôa, José Aparecida Tisêo,
Mário Miranda do Amaral; Jaime Henrique Duarte; Edson Nogueira; Nelson de
Oliveira; João Paulo Tibúrcio; Waldomiro Ribeiro:; Alexandre S. Figueirôa;
Gumercindo Lucas do Nascimento; Paulo Alves Lima Filho; Domingos Caetano;
Marcos Araújo; José Augusto Araújo, Benedito Souza Filho; Marcos Marins e
Jaildo José Jordão.
O processo de criação do
município iniciou na Assembléia Legislativa com a esperança de que sua
emancipação ocorresse em 1985. Entretanto, somente em 05 de novembro de 1989
foi estipulada a primeira data do possível Plebiscito para a emancipação que
não ocorreu , devido à suspensão feita pelo então prefeito de Mairinque,
Antônio Alexandre Gemente.
A luta pela emancipação
prosseguiu ainda mais forte e uma segunda comissão foi formada com um número
maior de participantes. Após muitos encontros e desencontros e muita luta
dos moradores o Plebiscito foi marcado para 19 de maio de 1991, quando a
população pôde dizer sim à emancipação de Alumínio. Em 12 de dezembro foi
votada na Assembléia Legislativa Estadual e em 31 de dezembro do mesmo ano
foi sancionada pelo então Governador Luís Antônio Fleury Filho.
Em 03 de outubro de 1992, a
população de Alumínio elegeu seu primeiro prefeito, Sr. José Aparecida Tisêo
e seu vice Ancelmo Carlos Ramos dos Santos, bem como os primeiros
vereadores: Jaime Henrique Duarte, Geraldo de Oliveira Campos, Diná Inêz de
O. Silva, Vítor Lippi, Luís Tisêo, João Batista da Silva, Raimundo Azevedo
Ferreira e Paulo Simões.
A história de Alumínio esteve e
está inteiramente ligada com a história da Cia. Brasileira de Alumínio. Como
desde sua fundação, ela vem crescendo ano a ano no mercado nacional e com um
volume de exportações sempre em ascensão e com isso, Alumínio continua
desenvolvendo.
A Emancipação de Alumínio:
Fonte Bibliográfica -
Hemeroteca da Biblioteca Pública Municipal “Antônio Pereira Ignácio” - Pasta
Histórica de Alumínio
O município é localizado no km
74 da Rodovia Raposo Tavares, no Estado de São Paulo, pertencente a região
centro-oeste. O aniversário da cidade é comemorado no dia 02 de abril (dia
do Santo Padroeiro da cidade “São Francisco de Paula”). Limites do
município: Mairinque, Sorocaba, Votorantim e Ibiúna.
HELENA PEREIRA DE MORAES:
Aos 11 de dezembro de 1904,
na cidade de Boituva, Estado de São Paulo, nasceu a filha do casal ANTÔNIO
PEREIRA IGNÁCIO e LUCINDA PEREIRA IGNÁCIO que, na pia batismal, recebeu o
nome de HELENA e no Registro Civil o de HELENA RODRIGUES PEREIRA.
Educada nos rígidos costumes da
tradicional família luso-brasileira cresceu na fé cristã e no altruísmo do
amparo aos necessitados. Em casa dedicou-se às prendas domésticas sem
descurar da instrução escolar ao nível das meninas e moças da época. Filha
amantíssima, hauriu, nessa quadra de sua vida, os ensinamentos que com o
mesmo amor e dedicação transmitiria à sua própria família.
Casou-se com JOSÉ ERMÍRIO DE
MORAES, mais tarde Senador da República. O casamento civil realizou-se em
São Paulo, no dia 18 de maio de 1925, e o religioso aos 20 dias do mesmo mês
e ano na cidade de Aparecida do Norte, interior do Estado de São Paulo. No
casamento civil adotou o nome de HELENA PEREIRA DE MORAES.
O casamento não lhe trouxe
modificações de objetivos. Continuou repartindo sua vida e sua dedicação
entre família e os necessitados. Os traços característicos da senhora HELENA
PEREIRA DE MORAES foram a simplicidade, o amor e dedicação à família e aos
menos favorecidos.
Teve os filhos: JOSÉ ERMÍRIO DE
MORAES FILHO, ANTÔNIO ERMÍRIO DE MORAES, MARIA HELENA DE MORAES SCRIPILLITI
E ERMÍRIO PEREIRA DE MORAES aos quais soube transmitir os princípios
cristãos, a honradez e a dedicação ao trabalho e à família.
Faleceu em São Paulo, em 13 de
maio de 1984. ■
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