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Amparo, oficialmente Estância Hidromineral de Amparo, é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 22º42'04" sul e a uma longitude 46º45'52" oeste, estando a uma altitude de 674 metros. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - Censo 2010 - sua população é estimada em 65.829 habitantes. Possui uma área de 445,553 km².  Faz limites com os municípios de Serra Negra, Itapira, Morungaba, Monte Alegre do Sul, Tuití, Pedreira e Santo Antônio de Posse.

Amparo é um dos 11 municípios paulistas considerados estâncias hidrominerais pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Hidromineral, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.

História: No início do século XIX, famílias de Atibaia, Bragança e Nazaré fixam-se num bairro chamado Camandocaia, na região do Sertão de Bragança, possivelmente atraídos pela fertilidade das terras da região.

Por volta de 1824, os moradores do retiro, com autorização do vigário capitular, constroem uma capela dedicada a Nossa Senhora do Amparo, que acabaria por dar nome à cidade.

Em 8 de abril de 1829, o bairro da capela de Nossa Senhora do Amparo ganha a condição de capela curada, data que é oficialmente considerada a fundação de Amparo. Com o crescimento dos anos seguintes, o aglomerado é elevado a condição de freguesia (1839).

1850 marca o início das lavouras de café, ciclo que impulsionaria a elevação da vila Nossa Senhora do Amparo à categoria de cidade em 1863.

Nas décadas seguintes, a cidade prosperou com o café, ganhou serviço de correios, inaugurou um jornal ("Tribuna Amparense"), iluminação com lampiões a querosene e a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, para escoar sua crescente produção cafeeira rumo ao porto de Santos.

Em 1878, Amparo recebe a visita de Dom Pedro II, que é hospedado pelo Barão de Campinas, já como a maior produtora de café do Brasil Império.

Na gestão (de 1897 a 1899), do intendente capitão Damásio Pires Pimentel, foi inaugurada em 8 de maio de 1898 a iluminação elétrica da cidade.

Tal projeção manteve-se até a segunda década do século XX, quando então a grave crise do café (1929) trouxe crise e estagnação econômica à cidade. E foi neste mesmo ano que o Secretário de Justiça do Estado de São Paulo, Artur Piquerobi de Aguiar Whitaker, em discurso designou a cidade como a “Flor da Montanha”.

Em 1932, Amparo foi um dos importantes palcos da Revolução Constitucionalista.

Foi a partir de 1940 que a estagnação econômica provocada pela crise do café começou a reverter-se pelo surgimento, ainda tímido, da atividade industrial.

Mais sobre a história de Amparo: No final do século XVIII, diversos caminhos permeavam a região do vale do Camandocaia nas proximidades das divisas entre São Paulo e Minas Gerais. Alguns ligavam sedes de municípios, como é o caso de Atibaia e Moji-Mirim.

Outros davam acesso às propriedades rurais, grandes e pequenas, que tinham sido adquiridas por concessão de sesmarias e, nesses tempos, já se encontravam divididas por mecanismos de herança ou estabelecimento de posseiros.

Na verdade, esses caminhos tiveram a sua origem na descoberta do ouro. Primeiramente, a estrada São Paulo - Goiás e, posteriormente, a estrada que de Ouro Fino, em Minas Gerais, dirigia-se a São Paulo passando por Bragança.

Procuramos demonstrar que o estabelecimento de famílias na região, a partir dos caminhos, das sesmarias, das atividades de prospecção do ouro, determinou a localização da cidade de Amparo numa área de divisas entre Atibaia e Moji e, posteriormente, Bragança e Moji.

Os fundos das sesmarias, como a do Pirapitingüi, com frente para a estrada São Goiás atingiram a região do Brumado em terras de Moji-Mirim. Nessas terras constatamos a presença de grandes proprietários na primeira década do século XIX.

Nas margens da estrada Atibaia - Moji-Mirim pudemos também verificar a presença de sesmarias que, provavelmente divididas, deram origem as pequenas propriedades que atingiam a região onde, mais tarde, erigia-se a capela de Nossa Senhora do Amparo.

Foi, então, que uma variante da estrada Atibaia - Moji, passando pelas terras do Brumado, definiu a localização da cidade. Ela deveria nascer numa encruzilhada. Além disso, essa localização veio somar aos interesses dos pequenos proprietários que, provavelmente, erigiram a primeira capela as margens do Camandocaia, as pretensões políticas dos homens do Brumado que ali poderiam concretizá-las.

A documentação analisada apontou para um pequeno núcleo inicial, formado ao redor de uma pequena capela as margens do rio Camandocaia. Desse primeiro núcleo nada pudemos constatar, a não ser a precariedade da capela logo demolida.

Quando, porém, nos dispusemos a analisar a planta de Pucci, confrontando-a com a documentação mais antiga disponível, imprimindo regressões sucessivas ao estudo do traçado urbano, conseguimos constatar mudanças no sítio inicial. Se a primeira local devidamente capela teve que ser abandonada e demolida, uma nova surgiria em centro, o largo escolhido.

Ao redor dela estaria configurada a nova praça, o novo Matriz. Não se abandonou, porém, o núcleo que havia nascido ao redor da antiga capela. Ele foi incorporado ao novo traçado. Foi rearranjado, adaptado, na medida em que as ruas que partiam do novo largo da Matriz continuavam a acessá-lo. Principalmente, porque o rio Camandocaia que o ladeava ainda seria por muitos anos a fonte de água disponível.

Mais tarde, a planta de 1878 reafirma o traçado existente e corrige-o apenas em alguns casos. Dessa forma, podemos afirmar que o traçado xadrez da cidade e a sua adaptação à topografia do terreno ja estavam consolidados, em linhas gerais, antes da presença dos profissionais.

Turismo: Amparo é uma das seis Estâncias Hidrominerais do Circuito das Águas Paulista, terceiro principal destino turístico do Estado de São Paulo. Seu principal atrativo turístico provém de sua geologia (Estância Hidromineral), principalmente de suas águas, sejam elas de suas fontes de águas minerais, seja do principal manancial que corta o município, o rio Camanducaia. Amparo dispõe também de um importante Patrimônio Histórico, protegido pelo CONDEPHAAT (órgão responsável pela preservação no Estado de São Paulo) e por seu Plano Diretor, objeto de teses e livros e considerado um dos mais diversificados e bem preservados da segunda metade do século XIX (época da lavoura cafeeira). Além disso, o Carnaval de Amparo é referência na região, bem como seu Festival de Inverno.

Parque Linear: O Parque Linear "Águas do Camanducaia" é um parque público localizado às margens do rio Camanducaia. Possui 3.100 metros de extensão, com jardins, ciclovia, pista de skate e bike, quadra de areia, fonte luminosa com água tratada (pode-se utilizar para banho), equipamentos de ginástica, parque infantil, quatro passagens para pedestres sobre o rio Camanducaia e pequenos quiosques de comércio.

 

 

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