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Bastos, conhecido como a Capital do ovo, é um município brasileiro do
estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 21º55'19" sul e a uma
longitude 50º44'02" oeste, estando a uma altitude de 445 metros. De acordo
com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, em 2010
sua população era de 20.445 habitantes.
Possui uma
área de 170,454 km².
O
nome do município originou-se da Fazenda Bastos, propriedade de Henrique
Bastos. E foi nessas mesmas terras que ocorreu a fundação do município, em
18 de junho de 1928, por Senjiro Hatanaka, enviado pelo governo japonês para
procurar terras para receber as levas de imigrantes japoneses.
Após ciclos de culturas como o café, algodão, sericicultura, a partir de
1957, o município descobriu sua vocação econômica: a avicultura de postura.
O
município tem o maior plantel de galinhas de postura do país sendo, assim, o
município com a maior produção de ovos do Brasil, por isso a
auto-intitulação de "capital do ovo". Bastos também é o município brasileiro
sede da Festa do Ovo. Tal festival reúne não só uma exposição com inovações
e produtos utilizados no setor aviário, como também shows e entretenimento
em geral para a população de Bastos e região.
O
Museu Histórico Regional Saburo Yamanaka da cidade de Bastos é um dos mais
importantes museus de acervos culturais da imigração japonesa do Brasil.
Sendo referência nacional para quem quer conhecer sobre a história da
Imigração do Brasil e de Bastos.
Fundado em 1975, recebeu o nome do saudoso pioneiro bastense Saburo Yamanaka.
Ele foi um dos idealizadores e uma das figuras atuantes na estruturação e
organização dos materiais a serem expostos no Museu. Em sua homenagem, foi
erigido um busto ao lado do Museu.
Localizado na Av. 18 de junho, em frente a Praça Kunito Miyasaka, o Museu é
referência Postal da cidade devido ao belíssimo Jardim oriental, o Jardim da
Amizade que ornamenta a entrada do Museu e dá um colorido especial
registrando a amizade Brasil-Japão.
A arquitetura do Prédio, ou seja, o Prédio do Museu já é um acervo histórico
de Bastos, pois na época da sua fundação esse local foi o primeiro hospital
da cidade e da região.
O Museu mantém acervos sobre a
trajetória do desenvolvimento de Bastos desde o início da colonização em 18
de junho de 1928, com documentos, fotografias, impressos, recortes de
jornal, móveis, utensílios domésticos, peças tipicamente orientais,
maquinários em geral, etc.
O Museu de Bastos foi escolhido, em 1976 para abrigar o stand da Petrobrás.
O visitante pode conhecer melhor o processo de extração do petróleo em alto
mar através de maquetes e miniaturas de estações petrolíferas e diversas
fotos.
Os ciclos produtivos do município de Bastos estão registrados em imagens
fotográficas interessantes. De 1930/1940, cultivo de algodão, mostrando que
Bastos já foi Capital do Algodão. A partir do pós-guerra, a sericicultura,
de 1950 até hoje, a avicultura pujante. Toda a história da Fiação de Seda
Bratac, desde o início das instalações da maior fábrica em unidade fabril do
mundo está registrada em fotos e documentos.
A máquina pioneira de lavagem de ovos foi produzida em Bastos pela empresa
Ishibashi no final dos anos 50 e está exposta como a vedete na seção de
maquinários antigos.
Além de todos esses acervos riquíssimos, na parte central do museu, na
sessão marítima, destaca-se a ossada de uma baleia da espécie Balenóptero,
popularmente conhecida por Minke. O mamífero, capturado já adulto a 50
milhas da orla litorânea da Paraíba, media 9,50m de comprimento, 6,65m de
diâmetro, 2m de altura e pesava cerca de 11 toneladas. A ossada foi montada
e doada pelo Departamento de Oceanografia e Linologia do Instituto de
Biologia Marinha da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Em outra sessão, a de fósseis e pedras, encontra-se fósseis de várias
espécies e belíssimas pedras que faziam parte da coleção de Tamizo Okuda.
Todas elas cientificamente catalogadas pelo Departamento de Paleontologia da
Universidade de São Paulo (USP).
Na sessão de vestimentas e peças típicas orientais, pode-se apreciar kimonos
antigos, sandálias, espada de samurai, samisem (instrumento de cordas),
panelas e belíssimos ornamentos japonês, além das roupas utilizadas pelo
primeiro grupo de Teatro Japonês do Brasil e de uma farda utilizada por um
Coronel Japonês na época da 2ª. Guerra Mundial.
Na parte Central do Prédio está exposta um altar de bonecas japonesas,
simbolizando a família real e uma homenagem ao dia das Meninas. Peça doada
por uma família do Japão especialmente para ser guardada no Museu de Bastos.
Especialmente com relação à
Festa do Ovo trata-se de um evento de repercussão internacional e
oficialmente reconhecido pelo Governo do Estado de São Paulo na cidade de
Bastos, constando inclusive, no Calendário de Eventos Agropecuários da
Secretaria de Agricultura e Abastecimento; no Calendário de Feiras e
Exposições da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico;
no Calendário de Eventos Turísticos da Secretaria de Esportes e Turismo, do
Ministério da Agricultura, de Turismo e da EMBRATUR.
Trata-se do único acontecimento desta natureza realizado no País, haja vista
que Bastos foi fundado por imigrantes japoneses, é o único Município que
ainda conserva os traços dessa origem nos usos e costumes, na manutenção da
tradição milenar do povo japonês aqui introduzido e adaptado por velhos
imigrantes, e por manter o cod-nome de Capital do Ovo, já que somos o maior
produtor de ovos da América Latina.
É
nesta época que Bastos, pequena Cidade do Centro Oeste Paulista, se torna
grande com o fluxo de milhares de visitantes que se deslocam dos mais
diversos pontos do País para apreciarem a exuberância deste acontecimento, o
número dos quais já ultrapassaram o limite de 100 mil pessoas. E esta
repercussão se deve ao fato de que a Festa do Ovo é um evento organizado em
moldes totalmente diferentes das demais iniciativas desse gênero pois ela
não se restringe apenas e tão somente à mostra e comercialização de produtos
hortifrutigranjeiros.
Há, no complexo Recinto Permanente de Exposições Kisuke Watanabe, construído
pelo Governo do Estado somente para esta finalidade, uma variada mostra e
comercialização que vai desde máquinas e implementos agrícolas, produtos
para a avicultura (rações, insumos, vacinas, medicamentos), equipamentos
para indústrias, veículos, informática e comércio em geral numa área de 40
mil metros quadrados.
E
concomitantemente à Festa do Ovo, é realizado também em inúmeras outras
exposições tais como: Orquídeas, Fotografias, Ikebana (arranjos florais),
filatelia e numismática, bordados, pedras curiosas e outras que atraem a
atenção de todos os visitantes, além das apresentações da cultura japonesa
tais como: o Cerimonial do Chá, danças, bailados e teatro amador, o Encontro
Nacional de Avicultores e Jornada Técnica.
Durante todos os dias do evento são realizados shows artísticos com a
presença de cantores e bandas locais, regionais e os consagrados artistas do
cenário nacional, além da montagem de Parque de diversões e uma completa
Praça de Alimentação com a culinária de todos os tipos, em especial a
japonesa. ■
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