|
Iacri
- Instalado a 1° de janeiro de 1960; portanto são 51 anos de autonomia
político – administrativa. Sempre que nos referimos aos pioneiros de Iacri,
devemos considerar que ao lado de um pioneirismo valoroso foi desbravamento
da terra e com a implantação de culturas agrícolas e atividades pastoris, o
que caracterizou nossos primeiros habitantes e perdura até os dias atuais,
foi e continua sendo a fé inquebrantável em Deus, que deu ânimo a uma
plêiade de valorosos homens, muitos de outras nacionalidades, que no seio
acolhedor e generoso de nossas terras, através de um labor persistente,
plantaram o futuro de nosso município, formando suas famílias no exemplo do
trabalho árduo e abençoado do trato da terra.
Nada foi
capaz, nem o desconforto, nem a falta de estradas, nem a falta de maiores
recursos financeiros, de obter o pioneirismo iacriense já acostumado ao
trabalho em outras plagas, na caminhada para o desenvolvimento e na formação
de suas famílias, hoje espalhadas por todo o Brasil, embora uma pequena
parcela resida em nossa cidade e até na zona rural.
No dia 21
de junho de 1933, dia de São Luiz Gonzaga, padroeiro da cidade, estava
ocorrendo a fundação do povoado de Iacri, através de seu fundador Sylvio de
Giulli, nascido em Rovigo, na Itália, em 06 de janeiro de 1880 e que veio a
falecer em 23 de fevereiro de 1946, em Iacri.
O
município tem sua história ligada a abertura da estrada de ferro da
Companhia Paulista, em 1935. Na época, o vizinho município de Bastos era uma
fazenda de 12.000 alqueires, denominada FAZENDA Bastos, foco da produção
algodoeiro, por motivo da imigração japonesa, que utilizava a estrada de
ferro para o transporte da produção.
Nas
primeiras décadas do século XX, uma firma imobiliária denominada Lélio Piza
& Irmãos, era proprietária de terras à margem esquerda do Rio Aguapeí tendo
essa grande extensão territorial recebendo o nome de Fazenda Guataporanga.
Sylvio de
Giulli, entusiasmado, pelo crescente progresso por que passava o vizinho
município de Tupã (na época com 4 anos) fundou, em plena selva, uma cidade à
qual deu o nome de Juliânia. Planificada pelo engenheiro Caruzzo, de
Birigui, e aberta pelo agrimensor Sebastião de Brito, foram chegando as
primeiras famílias desbravadoras.
Comprovando isto, desde 1948 alcançava índices mínimos para tornar-se
município. Porém, através de uma bem orientada campanha pró-município, e com
a apresentação junto à Assembléia Legislativa do Estado de um memorial
reivindicatório farto de dados e provas inquestionáveis, onde o Distrito de
Iacri, entre outros quesitos, despontava com uma população superior a 251
municípios já criados, inclusive 17 Comarcas e, em atendimento ao desejo do
povo, manifestando-se no memorável Plebiscito de 26 de dezembro de 1958,
tornou-se município pela Lei Estadual n° 5.285, de 18 de fevereiro de 1959,
sendo solenemente instalado em 01 de janeiro de 1960.
Sylvio de
Giull trocou o nome do povoado, denominando-o Jacri, em homenagem ao Cacique
de Aborígines locais, assim supostamente chamado. Pelo progresso que
apresentava e pela Lei 2.284, de 12 de janeiro de 1937, Iacri era elevado à
categoria de Distrito de Paz, sob a jurisdição do município e comarca de
Birigui. Constatando-se logo depois que o verdadeiro nome do morubixada era
Iacri e não Jacri, pelo Decreto 9.775 de novembro de 1939, o então Distrito
passou a denominar-se Iacri e a pertencer ao Município de Tupã, Comarca de
Pompéia.
Com a
criação do Comarca de Tupã, em 1944, o Distrito de Iacri, já pertencente a
Tupã, ficou também sob jurisdição da nova Comarca.
O aniversário da cidade ocorre
em 21 de junho,
sendo que o acesso
rodoviário se dá pela SP-294 (Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros) /
SP-300 (Rodovia Marechal Rondon) / SP-209 (Rodovia Professor João Hipólito
Martins) / SP-280 (Rodovia Presidente Castello Branco).
De acordo
com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população
atual de Iacri é de 6419 habitantes.
■
|