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Para que serve o Fluxo de Caixa
Fonte:
Efetividade.net
O Fluxo de Caixa é um instrumento
de controle que auxilia na
previsão, visualização e controle
das movimentações financeiras de
cada período. A sua grande
utilidade, no contexto que estamos
apresentando hoje, é permitir a
identificação (especialmente
prévia, mas também posterior) das
sobras e faltas no caixa,
possibilitando ao profissional
planejar melhor suas ações futuras
ou acompanhar o seu desempenho.
Em uma empresa, o ideal é que o
período de acompanhamento seja
diário, mas autônomos que usem o
sistema exclusivamente como
instrumento gerencial podem se
virar com períodos maiores -
semanal ou até mensal - dependendo
da sua liquidez. Períodos menores
permitem maior eficiência nos
investimentos e aplicação
financeira dos saldos positivos,
mas em compensação geram maior
esforço ou custo de
acompanhamento, no fenômeno
conhecido como overhead. É
importante que você encontre o seu
ponto de equilíbrio.
De uma forma ou de outra, um
controle de fluxo de caixa bem
feito é uma grande ferramenta para
lidar com situações de alto custo
de crédito, taxas de juros
elevadas, redução do faturamento e
outros fantasmas que rondam os
empreendimentos. Ele permite:
-
Avaliar se as vendas
presentes serão
suficientes para cobrir os
desembolsos futuros já
identificados.
-
Calcular os momentos
ideais para reposição de
estoque ou materiais de
consumo, considerando os
prazos de pagamento e as
disponibilidades.
-
Verificar a necessidade de
realizar promoções e
liquidações, reduzir ou
aumentar preços.
-
Saber se é ou não possível
conceder prazos de
pagamentos aos clientes.
-
Saber se é ou não possível
comprar à vista dos
fornecedores, para
aproveitar alguma
promoção.
-
Ter certeza da necessidade
ou não de obter um
empréstimo de capital de
giro.
-
Antecipar as decisões
sobre como lidar com
sobras ou faltas de caixa.
Mas não pense que um
empreendimento individual em que
haja grande folga entre as
receitas e as despesas (ou seja:
em que ocorra saldo positivo com
facilidade todos os meses) não
pode se beneficiar deste controle
adicional: saber antecipadamente
*quanto* vai sobrar, e *quando*
este dinheiro estará disponível,
permite escolher as melhores
aplicações financeiras e
selecionar o momento ideal para
usar este dinheiro, oferecer
condições mais vantajosas (por
exemplo: prazo) para clientes
selecionados, e muito mais.
Recomendações adicionais
Organizar e manter o fluxo de
caixa dá trabalho, mas é
recompensador. Você precisa ser
sistemático, e lembrar de
alimentar as planilhas no início
de cada novo período.
Especialmente, você precisa estar
disposto a manter atualizadas, com
a antecedência que for possível,
as colunas de valores previstos, e
analisá-las sempre que necessário,
para de fato poder colher o
principal fruto desta ferramenta:
a possibilidade de prever com
maior precisão quando haverá sobra
e quando haverá falta de dinheiro
em caixa.
A análise antecipada também
permite tomar as providências
necessárias para que haja
disponibilidade de caixa nas datas
de vencimento de impostos, taxas,
prestações, financiamentos e
outros desembolsos com data certa,
que incorrem em multas e juros
caso atrasem.
Se o seu mercado for sazonal, leve
isto em conta nas suas previsões,
pois freqüentemente os custos
fixos (que ocorrem mesmo na baixa
temporada) acabam sendo um grande
vilão, e o faturamento da alta
temporada precisa conseguir
sobrepujá-los.
Quem poupa tem, e jamais se deve
contar com o ovo antes de o mesmo
ser adequadamente expelido pelo
galináceo. Excessos de caixa devem
ser aplicados, como vimos acima,
mas é necessário haver uma margem
de segurança que permita garantir
o giro da empresa e também algum
imprevisto. Não tenha excesso de
caixa, mas também não imobilize
demais, ficando à mercê de
qualquer cliente que deixe de
pagar uma fatura.
Agora é com você! Adapte o que
aprendemos hoje sobre Fluxo de
Caixa à sua realidade, e tenha um
controle muito mais apurado sobre
as suas finanças pessoais.
E que seus saldos finais sejam
sempre positivos!
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